Arquivo da categoria: Arte terapia

Projeto Criativa Idade

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O Projeto Criativa Idade consiste de oficinas de criatividade e de expressão durante as quais serão utilizados os mais diversos recursos expressivos: pintura em diversos suportes, escultura e modelagem, fotografia, literatura, danças circulares, música, etc.

OBJETIVOS

  • Proporcionar uma atividade prazerosa;
  • Estimular a memória e a concentração;
  • Estimular a expressividade e a criatividade;
  • Descobrir e explorar potenciais pessoais;
  • Aumentar a auto-estima;
  • Desenvolver habilidades artísticas, tendo em vista a auto-expressão através do uso das técnicas de arte;
  • Estimular as relações interpessoais e a sociabilidade.

PÚBLICO-ALVO: Adultos a partir de 60 anos. Não é necessária experiência prévia em artes.

O trabalho será realizado em encontros semanais com 2 horas de duração cada, em grupos com, no máximo, 6 participantes.  Período da manhã ou tarde.

INVESTIMENTO: R$ 240,00 por mês, com todo o material incluido.

Para mais informações e inscrições, clique aqui.

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Mandalas

 

Mandala Árvore

Por Cathy Malchiodi, publicado originalmente em http://www.psychologytoday.com/blog/the-healing-arts/201003/cool-art-therapy-intervention-6-mandala-drawing
Tradução: Maria Angelica Rente

Nós, humanos, sempre tivemos fascinação pelo círculo. Temos contato com ele através da natureza – na espiral da Via Láctea, nas órbitas dos planetas, e nos ciclos da vida em si. Quando crianças, descobrimos que poderíamos usar lápis de cor pra fazer formas circulares no papel; é um estágio universal do desenvolvimento artístico que toda criança normal no mundo vivencia. De fato, é o primeiro grande marco na produção de imagens e, por isso, o desenho infantil de um círculo pode ser uma das mais primitivas representações do self.
Costumamos nos referir às formas circulares como mandalas, palavra em sânscrito que significa “círculo sagrado”. Por milhares de anos a criação de desenhos circulares, frequentemente geométricos, tem feito parte de práticas espirituais ao redor do mundo e quase todas as culturas reverenciaram o poder do círculo. As culturas orientais utilizam mandalas específicas para meditação há muitos séculos; a mandala budista tibetana Kalachakra, também conhecida como Roda do Tempo, é provavelmente uma das mais famosas, e ilustra simbolicamente a estrutura inteira do universo. Formas circulares também são encontradas no monumento pré-histórico de Stonehenge , na Inglaterra, e no labirinto de século 13 que se encontra no chão da Catedral de Chartres, na França. Pessoas no caminho da espiritualidade sempre criaram mandalas para entrar em contato com o sagrado através de imagens, e evocaram o círculo em rituais e na produção de arte com o propósito de transcendência, completude e bem estar.
Carl Gustav Jung introduziu o conceito das mandalas na cultura ocidental, e acreditava que esse símbolo representa a personalidade total, ou seja, o Self. Jung observou a criação espontânea de mandalas em seus pacientes e em sua própria experiência pessoal, e notou que a aparição súbita destas figuras em sonhos ou em forma de arte normalmente era um sinal de movimento em direção a um maior auto-conhecimento. De 1916 até 1920 Jung criou desenhos e pinturas de mandalas que sentia corresponderem à sua situação interior no momento da criação delas. Ele acreditava que as mandalas denotavam uma unificação dos opostos, serviam como expressão do self e representavam a somatória de quem nós somos.
A arteterapeuta Joan Kellogg passou grande parte de sua vida desenvolvendo um sistema de compreensão da sabedoria da mandala, que ela denominava de “Grande Círculo”. Em sua teoria sobre padrões, forma e cores em mandalas, Kellogg integrou parte das descobertas de Jung e sua própria pesquisa, que durou várias décadas. Em particular, ela afirmava que nossa atração por certas formas e configurações encontradas em mandalas dá indícios de nossas condições físicas, emocionais e espirituais em determinado momento. Kellogg também desenvolveu uma série de cartões, cada um com um desenho de mandala diferente, representando traços de caráter, relacionamento interpessoal, aspirações e o inconsciente, sempre mutáveis dentro do círculo da vida representado pela Grande Roda da Mandala.
Os conceitos de Kellogg deram origem a um sistema inteiro para análise de mandalas, com a finalidade de avaliar tudo, desde a personalidade de um indivíduo até sua saúde física.  Como psicóloga pesquisadora, não posso afirmar que existe pesquisa o suficiente para fundamentar a interpretação através do uso desta fórmula. A idéia de interpretar símbolos encontrados em mandalas intriga muitos arteterapeutas e analistas junguianos, que enxergam significados nas imagens. Mas, para mim, o poder evocativo e promotor de saúde da mandala significa muito mais do que apenas procurar símbolos. É, na verdade, o processo criativo de confecção de mandalas que nos auxilia a revisitar a experiência universal do círculo e, como Jung descobriu, nos auxilia a vivenciar e refletir sobre a essência do que somos no aqui e agora.
De acordo com Jung, as mandalas simbolizam “um refúgio seguro de reconciliação e inteireza interiores”. Elas têm o potencial de trazer à tona algo universal dentro de nós, talvez o proverbial arquétipo do Self. E, ao mesmo tempo, nos oferecem uma experiência do todo em meio ao caos da vida diária, tornando o “círculo sagrado” uma das intervenções arteterapêuticas mais válidas tanto para o conforto da alma quanto para o encontro com si mesmo.

Uma breve história das danças circulares sagradas

Uma breve história das danças circulares sagradas

Louvada seja a dança, que tudo exige e fortalece: saúde, mente serena e uma alma encantada.
Aurelius Augustinus (Santo Agostinho)

Dançar é uma das manifestações humanas mais antigas. Em sítios arqueológicos é possível ver pinturas rupestres representando rodas de dança, que, provavelmente, tinham caráter ritual e de congregação. Mais tarde, as ocasiões especiais, como casamentos, nascimentos e mortes, eram honradas e comemoradas com danças, que também eram utilizadas pelos povos para comunicar-se com seus deuses e agradecer as boas colheitas, pedir por chuva ou pelo fim de uma epidemia, por exemplo.

São essas danças ancestrais a origem das Danças Circulares Sagradas. Nos anos 1960, o bailarino e coreógrafo alemão Bernhard Wosien, após uma longa e bem sucedida carreira no ballet, passou a dedicar-se à pesquisa e ensino das danças tradicionais dos povos. Em 1976, Wosien, já com mais de 60 anos, foi convidado a ensinar essas danças aos residentes da Comunidade de Findhorn, na Escócia. Sua visita inaugurou o movimento da Danças Circulares Sagradas, tal como o conhecemos hoje.
Bernhard Wosien

No Brasil, o pioneiro das Danças Circulares Sagradas foi o mineiro Carlos Solano Carvalho, que havia residido em Findhorn durante seis meses. O Centro de Vivências Nazaré, em São Paulo, comunidade criada nos moldes de Comunidade Findhorn, deu início às rodas de dança em 1987, com base no material didático desenvolvido por Anna Barton e publicado pela Fundação Findhorn, e em vivências feitas com Solano. O movimento tomou força no ano de 1995, ano em que Renata C. L. Ramos (de São Paulo), Carlos Solano e Sirlene Barreto (da Bahia) organizaram a vinda de Anna Barton, a focalizadora de Danças Circulares Sagradas em Findhorn, para ensinar as Danças no Brasil.

Hoje, as Danças Circulares Sagradas encontram-se cada vez mais disseminadas pelo nosso país, através do trabalho de focalizadores nas diversas regiões. Seu poder de integração e de resgate do sagrado na vida cotidiana fez com que as Danças passassem a ser utilizadas em diferentes contextos, entre eles o educacional, o corporativo e o da saúde. Desde 2002, realiza-se anualmente, em São Paulo, o Encontro Brasileiro de Danças Circulares… Sagradas, organizado por Renata C. Lima Ramos, Andrea Leoncini e Sonia Yamashita Lima, que reúne pessoas de todo o país, e proporciona uma intensa troca de informações e o contato e aprendizado com focalizadores vindos de diversas partes do mundo.

Referências:

RAMOS, Renata Carvalho Lima. Danças circulares sagradas: uma proposta de educação e cura. São Paulo: Triom, 2002.

WOSIEN, Bernhard. Dança: um caminho para a totalidade. São Paulo: Triom, 2000.

Dez razões porque a arteterapia pode ajudar você

 

Auto retrato

(Ten ways art therapy can work for you, por Philip Reed. Publicado originalmente em http://rcasa.wordpress.com/2011/08/18/ten-ways-art-therapy-can-work-for-you/) Tradução: Angelica Rente

A arteterapia é um assunto muito interessante a ser abordado, pois há um enorme desconhecimento em relação ao que ela é e a quem  pode auxiliar. Você não precisa ser um artista, nem uma criança que sofreu um grande trauma, como em casos que vemos frequentemente na TV.

A arteterapia é para todos e oferece uma variedade de benefícios, focados na necessidade e nas questões de cada pessoa. Abaixo estão as dez principais razões que farão com que você considere a arteterapia como uma ferramenta válida para a manutenção da sua saúde mental, física e emocional.

  1. A arteterapia permite que as pessoas representem visualmente os seus sentimentos, o que pode auxiliá-las a encará-los e trabalhar com eles.
  2. Oferecendo um ambiente acolhedor, a arteterapia pode ajudar a ancorar as pessoas às suas realidades, enfatizando o momento presente.
  3. Ela pode ajudar a aliviar o estresse que algumas pessoas sentem quando tentam falar sobre seus sentimentos, permitindo que elas os expressem e lidem com eles.
  4. A arteterapia pode ser adaptada a qualquer pessoa, usando um vasto repertório de técnicas, incluindo argila, pintura, desenho, etc., o que a torna extremamente versátil.
  5. A expressão criativa, mesmo para quem não esteja experimentando dificuldades pessoais, pode ser muito recompensadora, inspiradora e purificadora.
  6. Não existe “certo” ou “errado” na arteterapia. Você desenha, pinta, esculpe ou projeta aquilo que você sente.
  7. Largamente reconhecida por seus benefícios, a arteterapia é atualmente aplicada em vários campos, incluindo saúde mental, reabilitação, situações médicas ou educacionais, e como meio de comunicação na vida cotidiana.
  8. Em um contexto de reabilitação, a arteterapia pode melhorar muita a coordenação viso-motora, a consciência corporal, o equilíbrio e o controle do corpo.
  9. Quando utilizada com crianças com transtornos comportamentais, a arteterapia pode ser um método de tratamento não invasivo e livre de medicações.
  10. A arteterapia pode ser integrada facilmente na vida cotidiana e é, na verdade, praticada por todos diariamente, sem que se tenha consciência disso.

Devido à sua flexibilidade, versatilidade e acessibilidade, a arteterapia é uma ferramenta incrível que pode ser utilizada por pessoas em todos os momentos da vida, e pode realmente proporcionar saúde mental, física e emocional.

Oficina de Danças Circulares no IV Fórum Paulista de Arteterapia

Em 20 de outubro de 2012 a Associação Paulista de Arteterapia promoveu o IV Fórum Paulista de Arteterapia, que aconteceu na Universidade de Mogi das Cruzes. Nessa ocasião, a Dag Babo e eu apresentamos a oficina “Estrelas Nascidas do Caos: danças circulares como recurso para ampliação de awareness”, que trata das danças circulares na abordagem gestáltica.

Este trabalho teve origem em uma investigação sobre a utilização das Danças Circulares como instrumentos de aquisição de awareness e flexibilização de fronteiras de contato. Conceito central da Gestalt-terapia, awareness define um estado de consciência total de si e do meio e atenção implicada. As fronteiras de contato, pela mesma abordagem, definem como se dão as trocas entre o mundo interior e o meio externo. A hipótese levantada foi a de que as Danças atuam na tomada de consciência, na flexibilização das fronteiras de contato e consequente melhoria da qualidade de contato e no aumento da awareness, assim como no aperfeiçoamento das relações intra e interpessoais. A oficina vivencial proposta visou apresentar de que forma as Danças Circulares atuam, e de que forma elas estão relacionadas aos conceitos fundantes da Gestalt-terapia, podendo, portanto, fazer parte integrante do repertório de técnicas expressivas no contexto terapêutico.

VIII Jornada Paulista de Gestalt

No dia 22 de setembro de 2012 apresentamos uma oficina sobre as danças circulares na abordagem gestáltica na VIII Jornada Paulista de Gestalt. O título da oficina foi “Estrelas Nascidas do Caos: danças circulares como recurso para aquisição de awareness”.

Conceito central da Gestalt-terapia, awareness refere-se a um estado de consciência total de si e do meio e atenção implicada.  As Danças Circulares atuam na tomada de consciência, na flexibilização das fronteiras de contato e consequente melhoria da qualidade de contato e no aumento da awareness, assim como no aperfeiçoamento das relações intra e interpessoais. A oficina vivencial apresentada visou mostrar de que forma as Danças Circulares atuam e de que forma elas estão relacionadas aos conceitos fundantes da Gestalt-terapia, podendo, portanto, fazer parte integrante do repertório de técnicas expressivas no contexto terapêutico.

Círculo de Mulheres

Nossa proposta é  refletir sobre o que é ser mulher no mundo de hoje e sobre o feminino, em seus vários papéis. Para isso, usaremos recursos artísticos, expressivos e corporais,  relatos de experiências e  contos de fadas e mitos que nos falam das questões relacionadas ao feminino.

Reúna-se a nós para contar histórias, fazer arte, tomar um chá com bolo, conversar, ensinar e aprender.

Reuniões quinzenais, as segundas-feiras, das 19h30 as 22h00.

Investimento: R$ 30,00 por encontro.

Inscrições: preencha o formulário abaixo e clique em “Enviar” para garantir a sua vaga.